A comissão especial encarregada de discutir o término da ‘escala 6×1‘ e a redução da jornada de trabalho se reunirá nesta terça-feira (5) para estabelecer a rota de discussões e o calendário de atividades. O objetivo é concentrar as discussões para que o relatório final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seja votado em 26 de maio.
As audiências terão início na Paraíba, estado do relator deputado Leo Prates (Republicanos-PB), com a intenção de expandir para outros estados, incluindo a escuta de ministros do governo do presidente Lula (PT). A primeira audiência está agendada para esta quarta-feira (6), quando o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, será ouvido. Na semana seguinte, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, TAMBÉM deverá participar das discussões.
Para garantir a agilidade nos trabalhos, a comissão planeja realizar pelo menos duas reuniões por semana, além de seminários em diferentes estados. As atividades externas devem abranger a Paraíba, Minas Gerais e São Paulo, ampliando o diálogo sobre a proposta.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que é autora de uma das PECs, sugeriu que o ministro da Secretaria-Geral da presidência, Guilherme Boulos, TAMBÉM seja convidado a participar das discussões sobre a jornada de trabalho.
A proposta em questão busca a redução da jornada de trabalho, assegurando duas folgas semanais sem prejuízo salarial aos trabalhadores, o que, na prática, extinguiria o modelo de trabalho 6×1. Essa mudança gerou reações em diversos setores, embora o governo defenda que há benefícios para os empregadores, como o aumento da produtividade.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que 37,2 milhões de trabalhadores enfrentam jornadas de 44 horas semanais, enquanto 26,3 milhões não recebem pagamento por horas extras. O modelo 6×1 abrange cerca de 14,8 milhões de pessoas, incluindo 1,4 milhão de empregadas domésticas.

