Na última quarta-feira (6/5), o apresentador Ratinho causou polêmica em seu programa ao fazer comentários considerados homofóbicos. Durante a atração, ele expressou preocupação ao ver homens se beijando e criticou a representação de relacionamentos homoafetivos na mídia, afirmando que não via isso em sua época e insinuando que as novelas estariam incentivando tais comportamentos.
Além das declarações sobre homossexualidade, Ratinho se envolveu em uma controvérsia maior ao criticar a deputada federal Erika Hilton, que assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. O apresentador questionou a escolha da parlamentar, afirmando que não achava justo que uma mulher trans ocupasse a posição, especialmente quando havia outras mulheres disponíveis para o cargo.
Ratinho prosseguiu em sua argumentação, dizendo: "Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher, para ser mulher, tem que ser mulher, gente. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar…". Essas declarações geraram uma onda de críticas, principalmente de Erika Hilton, que apontou que os comentários de Ratinho não apenas deslegitimavam a identidade de mulheres trans, mas também reforçavam estigmas sobre o que define uma mulher.
A deputada Hilton também destacou que a fala de Ratinho atinge não apenas as mulheres trans, mas também mulheres que não menstruam ou que não possuem útero, sugerindo que as declarações perpetuam um discurso excludente. Para ela, tais afirmações contribuem para a violência contra pessoas trans e reforçam a discriminação que esse grupo enfrenta na sociedade.
Esse episódio se soma a uma série de polêmicas envolvendo o apresentador, que frequentemente se vê no centro de críticas por suas opiniões controversas. A situação levanta questões sobre a responsabilidade dos meios de comunicação em abordar temas de diversidade e inclusão, especialmente em um horário de grande audiência como o do Programa do Ratinho, exibido pelo SBT.

