A cidade de Paris viveu momentos de tumulto após o Paris Saint-Germain (PSG) garantir sua vaga na final da Liga dos Campeões. O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, informou que 127 pessoas foram detidas na região metropolitana, sendo 107 delas na capital. Os incidentes ocorreram na noite de quarta-feira, 7 de maio de 2026, e resultaram em diversas feridos, incluindo 34 pessoas, das quais uma se encontra em estado grave após ser atingida por um morteiro.
Durante a conversa com a emissora CNews/Europe 1, Nuñez condenou a violência que se seguiu à classificação do PSG, que avançou à final ao empatar em 1 a 1 com o Bayern de Munique, tendo vencido o primeiro jogo por 5 a 4. O ministro destacou que, dentre os detidos, 11 pessoas ficaram feridas, sendo uma delas em situação crítica devido ao impacto do artefato explosivo.
Os tumultos ocorreram em vários bairros da cidade, levando a confrontos entre manifestantes e forças de segurança. O número de policiais feridos também foi significativo, com 23 agentes reportando lesões durante os conflitos. As autoridades estão investigando a origem dos tumultos e a utilização de morteiros, que têm se tornado uma preocupação nas celebrações esportivas.
A final da Liga dos Campeões está agendada para o dia 30 de maio de 2026, na Arena Puskás, em Budapeste, onde o PSG enfrentará o Arsenal. A partida promete ser uma vitrine para os talentos brasileiros, com a presença de jogadores como Marquinhos e Beraldo pelo PSG, e Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Gabriel Jesus representando o clube inglês.
Gabriel Jesus já teve a experiência de disputar uma final de Champions League, onde foi vice-campeão em 2021 com o Manchester City, equipe que conquistou o título inédito em 2023, após a saída do atleta. No PSG, Beraldo e Marquinhos buscam o bicampeonato europeu, tentando emular o feito do Real Madrid, que venceu entre 2016 e 2018. Por outro lado, Gabriel Magalhães e Martinelli estarão em sua primeira final da Champions League, enquanto Renato Marin, goleiro do PSG, também fará parte do elenco, apesar de representar a Itália, país que adotou após sua infância no Brasil.
Os desdobramentos da vitória do PSG e a resposta das forças de segurança evidenciam a tensão que envolve o futebol na França, especialmente em momentos de celebração que podem rapidamente se transformar em violência nas ruas.

