A Polícia Federal (PF) deu início, nesta quinta-feira (7), à 5ª fase da Operação Compliance Zero, com a execução de um mandado de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As operações estão sendo realizadas em diversos estados, incluindo Piauí, São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal. Além das buscas, o STF também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que totalizam R$ 18,85 milhões.
O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Partido Progressista (PP) e ex-ministro da Casa Civil durante o governo anterior, é um dos alvos principais dessa fase da operação. A PF está cumprindo mandados de busca em seus endereços localizados em Brasília e no Piauí.
Mensagens recuperadas da análise do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam uma relação próxima entre ele e Nogueira. Nos diálogos, Vorcaro se refere ao senador como “grande amigo de vida” e celebra uma emenda que beneficiaria o Banco Master, além de autorizar um pagamento a uma pessoa identificada como “Ciro”.
Outro diálogo entre Vorcaro e o deputado federal Fausto Pinato sugere uma reunião por vídeo conferência entre eles e Nogueira. Vorcaro demonstra ainda interesse em participar de eventos familiares do senador, incluindo o casamento de sua filha, que ocorreu em agosto de 2024.
A operação também visa aprofundar as investigações sobre um possível esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O mandado de prisão temporária atende a Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, e busca esclarecer as supostas condutas do senador em favor do banqueiro, em troca de vantagens econômicas indevidas.
Ciro Nogueira reconheceu conhecer Vorcaro, mas rejeitou qualquer alegação de proximidade ou pagamentos relacionados ao caso. Em declarações, o senador afirmou que a suposição de que ele estaria envolvido é uma “mentira fabricada” para prejudicar sua imagem.

