A defesa de Ciro Nogueira (PP-PI) se manifestou há pouco após o senador do Centrão ter sido alvo de operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (07), na 5ª fase da operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Segundo a PF, o presidente nacional do PP “instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados” de Vorcaro. Também aponta que Ciro atuou pelo dono do Master “em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”.
Em nota, a defesa do parlamentar diz que “repudia qualquer ilação de ilicitude” sobre as condutas de Ciro e que o senador se coloca “à disposição [da Justiça] para esclarecimentos”.
A defesa também lamentou a possibilidade de medidas investigativas graves e invasivas, baseadas em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, que podem ser precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade.
Ainda, pondera que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.
A defesa do Senador Ciro Nogueira se comprometeu a contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.

