Estudantes da USP realizam invasão à REITORIA após três semanas de mobilização

Após três semanas de greve, ALUNOS da Universidade de São Paulo invadiram a REITORIA na tarde desta.
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Na tarde desta quinta-feira, 7, estudantes da Universidade de São Paulo (USP) intensificaram suas manifestações ao invadir a REITORIA, após três semanas de greve. O movimento, que começou em 15 de abril, teve um novo ato pela manhã, culminando com a invasão do hall do prédio por volta das 16h.

Os manifestantes bloquearam os acessos à REITORIA desde o início do dia, e a situação escalou rapidamente. Em nota oficial, a USP expressou seu pesar pela invasão e informou que a Polícia Militar foi acionada para monitorar a situação. A universidade declarou que lamenta profundamente a escalada de violência que resultou na invasão, ressaltando os danos ao patrimônio público.

A Pró-REITORIA de Inclusão e Pertencimento (Prip) classificou os atos como vandalismo e depredação, afirmando que essas ações estão em desacordo com os princípios do ambiente acadêmico, que devem ser baseados no diálogo e no respeito mútuo. A Prip destacou que tais manifestações não são legítimas.

Durante a semana, a REITORIA havia decidido interromper unilateralmente as negociações com os estudantes em greve. Os ALUNOS exigem que o reitor Aluísio Segurado retome o diálogo com o movimento. O Diretório Central dos Estudantes (DCE Livre da USP) contestou a versão da Prip, afirmando que a ocupação ocorreu de maneira pacífica e sem depredação.

Em um comunicado, o DCE classificou a ação como um pedido justo diante da intransigência da REITORIA, que fechou as negociações sem o consentimento dos estudantes. Os ALUNOS enfatizaram que não aceitam qualquer tentativa de criminalização do movimento, afirmando que a verdadeira violência está nas condições precárias enfrentadas, como bolsas insuficientes e moradia inadequada.

Os estudantes pedem a reabertura das mesas de negociação, afirmando que a ocupação do escritório da REITORIA é uma forma de reivindicar seus direitos e condições de permanência na universidade. A situação continua a ser acompanhada pelas autoridades e pela comunidade acadêmica.

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