O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, apresentou recentemente uma proposta de delação premiada ao Supremo Tribunal Federal (STF), comprometendo-se a devolver um total de R$ 40 bilhões ao longo de uma década. A proposta foi divulgada no dia 08 de maio de 2026, às 08h15, e já está sendo analisada pelas autoridades competentes.
O STF expressou preocupações a respeito do prazo de 10 anos, considerando-o “muito elástico”. Essa avaliação aponta para a dificuldade de se obter uma “recomposição imediata” dos cofres públicos que foram prejudicados pelas ações de Vorcaro e seu banco. A proposta de delação é vista com ceticismo, dado o extenso período para a devolução dos valores.
O advogado de Vorcaro, Juca, está utilizando essa estratégia como uma forma de prolongar o processo judicial. A expectativa é que, ao longo dos meses e anos seguintes, ele busque oportunidades para contestar a investigação, levantando possíveis nulidades processuais que possam favorecer seu cliente. Essa abordagem tem gerado insatisfação entre ministros do STF e membros da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A inquietação no STF e na PGR se deve à maneira como a proposta de colaboração está sendo apresentada. Há uma percepção de que o parcelamento excessivo dos valores compromete a eficácia da recuperação de ativos, um dos princípios fundamentais da legislação de delação premiada. Essa situação levanta questões sobre a seriedade e a efetividade da colaboração proposta por Vorcaro.
Em declaração recente, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo completo da delação de Vorcaro. Ele ressaltou que, para que a colaboração premiada tenha validade, é essencial que ela seja “séria e efetiva”. Com a entrega da proposta ocorrida na última terça-feira (12), a responsabilidade de analisar o conteúdo agora recai sobre a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

