Na última sexta-feira, 8, o governo dos EUA anunciou a conclusão de uma operação que resultou na retirada de 13,5 quilos de urânio altamente enriquecido de um reator de pesquisa localizado na Venezuela. Esta ação foi realizada em colaboração com autoridades venezuelanas e apoio do Reino Unido.
De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, o transporte do material nuclear foi realizado de maneira segura e envolveu uma operação considerada "complexa e sensível". O urânio estava armazenado em um centro de pesquisa nas proximidades de Caracas.
A retirada do urânio é significativa, uma vez que este material pode ser utilizado não apenas em pesquisas nucleares, mas também, em determinados níveis, para a produção de armas nucleares. A operação foi coordenada pela Administração Nacional de Segurança Nuclear dos EUA (NNSA).
O governo americano enfatizou que essa ação é uma medida para diminuir os riscos de proliferação nuclear na América do Sul, além de reduzir a possibilidade de que o material caia nas mãos de organizações criminosas ou grupos terroristas. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) supervisionou o processo, que envolveu transporte tanto por terra quanto por via marítima entre as Américas.
Essa retirada representa um novo desenvolvimento na reaproximação diplomática entre Washington e Caracas, que tem se intensificado após anos de tensões políticas. Nos últimos meses, representantes do governo Donald Trump reataram diálogos com autoridades venezuelanas em áreas estratégicas, incluindo energia e segurança.
Os Estados Unidos têm promovido iniciativas internacionais para a retirada de urânio altamente enriquecido de diversos países desde a década de 1990, como parte de esforços globais de não proliferação nuclear.

