O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) promoveu, neste sábado (9), um evento em Santa Catarina para o lançamento das pré-candidaturas de seu grupo político. Na ocasião, o PL confirmou a participação de Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro que recentemente transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, e da deputada federal Carol De Toni na disputa pelas duas vagas ao Senado no estado.
Essa formação da chapa "puro sangue" do PL ao Senado encerra uma contenda interna entre os políticos de direita em Santa Catarina. Antes da mudança de Carlos, a expectativa era que os candidatos fossem De Toni e o atual senador Esperidião Amin (PP-SC), que busca a reeleição. A decisão de Carlos Bolsonaro levou Amin a se distanciar do governador Jorginho Mello (PL) e se alinhar a João Rodrigues (PSD), atual prefeito de Chapecó e candidato ao governo do estado.
A mudança de alianças foi destacada por Amin, que em um ato político na sexta-feira (8) reforçou a confiança na candidatura de João Rodrigues: "Quero lembrar que esta eleição vai ter dois turnos. E eu não vi ninguém, até hoje, dizer que não acredita que o João Rodrigues, chegando ao segundo turno, não ganhe a eleição".
Durante o evento com Flávio, Carlos e De Toni trocaram elogios e manifestaram a intenção de trabalharem juntos para garantir a vitória nas eleições de outubro. O ex-vereador expressou sua gratidão a De Toni, afirmando: "Obrigado por toda consideração e simpatia que você tem por mim. Você é fundamental para que tudo isso aqui esteja acontecendo". A deputada também se mostrou otimista, afirmando: "Se Deus quiser, estaremos juntos nesse desafio de fazer o que tem que ser feito no Senado".
Além do lançamento das candidaturas, Flávio Bolsonaro fez comentários sobre seu futuro político. Ele mencionou a possibilidade de deixar o país ao final de seu governo, afirmando que isso poderia ocorrer "seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos". Essa declaração contrasta com posicionamentos anteriores em que ele indicava a intenção de cumprir apenas um mandato presidencial, caso fosse eleito.
Em março, Flávio havia protocolado uma proposta de emenda à Constituição (PEC) visando proibir a reeleição para o cargo de presidente da República, com a intenção de que a emenda entrasse em vigor na data de sua promulgação e se aplicasse ao vencedor das eleições de 2026. Essa estratégia parece ter como objetivo conquistar o apoio do centro em sua candidatura, semelhante ao que seu pai, Jair Bolsonaro, fez em 2018 ao defender o fim da reeleição, embora tenha concorrido novamente e sido derrotado por Luiz Inácio Lula.

