A Polícia Civil identificou dois suspeitos relacionados ao trágico acidente ocorrido na BR-277, que resultou na morte da motociclista Gabriele Luisa Muniz Freitas, de 22 anos, em Curitiba. O incidente aconteceu na noite de 24 de abril, nas proximidades do viaduto do Jardim Botânico, e a investigação está a cargo da Delegacia de Delitos de Trânsito.
As apurações revelaram que os primos Wesley, apelidado de “Carcaça”, e João Vila foram filmados por câmeras de segurança momentos antes da colisão. As evidências indicam que eles teriam trocado de veículo poucos minutos antes do acidente fatal, o que levanta suspeitas sobre a dinâmica do evento.
Conforme as imagens analisadas, os veículos passaram pela praça de pedágio de São José dos Pinhais às 23h38. Nesse momento, a troca entre uma caminhonete Amarok e um Fiat Stilo prata teria ocorrido. Apenas 14 minutos depois, às 23h52, a caminhonete colidiu com Gabriele na BR-277, invadindo a pista contrária.
Testemunhas que estavam no local relataram que havia suspeitas de um racha entre os dois veículos e também apontaram para o consumo de bebidas alcoólicas. Após a colisão, foi observado que havia latas de bebida dentro da Amarok, reforçando as suspeitas sobre a condução imprudente.
Gabriele Freitas estava retornando do trabalho pela BR-277 no momento em que foi atingida pela caminhonete. A jovem não sobreviveu ao impacto e faleceu no local do acidente. Uma testemunha que presenciou a cena afirmou ter visto os veículos trafegando em alta velocidade antes da batida. Após o acidente, o motorista da Amarok deixou o local sem prestar socorro.
Além disso, a investigação revelou que Wesley compareceu ao trabalho normalmente no dia seguinte ao acidente. Autoridades calcularam que a Amarok estava a uma velocidade média de 106,3 km/h no momento da colisão, enquanto o limite permitido na BR-277 é de 80 km/h.
