Neste domingo, 10, a Espanha deu início ao desembarque de aproximadamente 150 passageiros do cruzeiro MH Hondius, que enfrentou um surto de hantavírus. A embarcação chegou ao porto de Granadilla, localizado na ilha de Tenerife.
No dia anterior, 9, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a situação não representa uma nova pandemia de covid-19 e que, no momento, o risco à saúde pública é considerado baixo. Ele também enfatizou que as chances de transmissão para a população local permanecem reduzidas devido às características da doença e às medidas implementadas pelo governo espanhol.
O surto resultou na morte de três passageiros, levando autoridades de saúde de vários países a ficarem em alerta. O navio partiu do sul da Argentina no início de abril e, , ministra da Saúde da Espanha, o último voo de repatriação, destinado a cidadãos australianos, está programado para esta segunda-feira, 11.
Até o momento, todos os passageiros desembarcados estão assintomáticos, conforme relatado pela equipe de Saúde Exterior que atuou a bordo do cruzeiro. O primeiro grupo a deixar a embarcação é composto por cidadãos espanhóis, seguido por passageiros dos Países Baixos, Alemanha, Bélgica e Grécia. Posteriormente, será a vez de pessoas do Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos serem desembarcadas.
A ministra Mónica García também informou que as operações de ancoragem ocorreram sem contratempos. O médico imunologista Roberto Zeballos, em um vídeo nas redes sociais, tranquilizou a população, afirmando que não há razões para pânico em relação aos casos detectados no cruzeiro. Ele lembrou que o hantavírus é uma doença conhecida desde 1993 e ressaltou que a transmissão entre pessoas é difícil de acontecer.

