OMS assegura controle sobre casos de hantavírus em cruzeiro no Oceano Atlântico

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que a situação em relação ao hantavírus está sob.
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Foto: Photo: CDC/Cynthia Goldsmith

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta manhã, 12 de maio de 2026, que a situação relacionada ao hantavírus, que envolveu um cruzeiro no Oceano Atlântico, está sob controle. Tedros afirmou que não há evidências de um surto mais amplo, mas alertou que novos casos podem ser esperados nas próximas semanas devido ao longo período de incubação do vírus.

Até o momento, a OMS confirmou 11 casos da doença, sendo que 3 resultaram em mortes. Os casos referem-se a passageiros e tripulantes do navio MV Hondius, com nove infecções identificadas como cepa Andes e duas como prováveis. O diretor da OMS ressaltou que, desde 2 de maio, quando foi notificado pela primeira vez sobre a ocorrência, não houve novas mortes relacionadas ao hantavírus.

Tedros destacou que todos os casos confirmados e suspeitos estão sendo isolados e monitorados de perto por equipes médicas, o que ajuda a reduzir o risco de transmissão. Ele também informou que os países responsáveis pela repatriação dos passageiros devem assegurar um acompanhamento clínico individualizado. “Estamos cientes de relatos de alguns pacientes com sintomas que podem estar relacionados ao vírus Andes e estamos em contato com os países para acompanhar esses casos”, disse.

A OMS recomenda um período de monitoramento de 42 dias após a última exposição, que foi registrada em 10 de maio, com término previsto para 21 de junho. Esse acompanhamento pode ser realizado em quarentena institucional ou domiciliar. A orientação da entidade é que qualquer pessoa que apresente sintomas deve ser isolada e receber tratamento imediato.

A declaração do diretor-geral ocorreu em um momento em que a Espanha confirmou um novo caso relacionado ao navio. Uma passageira foi internada em um hospital militar em Madri após testar positivo e apresentou febre e dificuldades respiratórias, mas seu estado é considerado estável. Ela faz parte de um grupo de 14 espanhóis evacuados, dos quais os demais testaram negativo para a doença.

O hantavírus cepa Andes é uma variante rara, cuja transmissão entre pessoas é possível em situações de contato próximo. O vírus é geralmente associado ao contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A doença pode provocar febre, calafrios e dores musculares, podendo evoluir para insuficiência respiratória severa, com um período de incubação que varia de uma a oito semanas. Tedros enfatizou a importância da quarentena de 42 dias para os passageiros evacuados.

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