O MPSC ainda sublinhou que não existem imagens ou testemunhos que comprovem a presença de Orelha na faixa de areia da Praia Brava no horário em questão. A promotoria avaliou que rumores e relatos disseminados nas redes sociais impactaram negativamente a percepção sobre o caso.
Um laudo pericial constatou que Orelha sofria de osteomielite no maxilar esquerdo, uma infecção óssea grave e prolongada. O MPSC destacou que as imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com evidências de perda de pelos, descamação e inflamação compatíveis com uma infecção de longa duração.
O relatório do MPSC também abordou suspeitas de agressão a outros cães. No entanto, as investigações não encontraram evidências de violência. Um dos cães mencionados foi adotado pelo ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, que, em abril, se tornou alvo de uma ação de improbidade administrativa relacionada ao caso Orelha. O MPSC afirmou que a polícia esclareceu que os jovens estavam apenas brincando com um dos cães na praia, sem qualquer tentativa de afogá-lo no mar.

