A revogação da chamada taxa das blusinhas, anunciada pelo presidente Lula (PT), gerou reações imediatas, especialmente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República. Em um tom irônico, Flávio associou a decisão ao calendário eleitoral, levantando questionamentos sobre as verdadeiras intenções do governo ao eliminar o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
O comentário foi feito durante a cerimônia de posse do ministro Kassio Nunes Marques como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira, 12. Em entrevista, Flávio Bolsonaro não hesitou em criticar a postura do governo, afirmando que a frequência das ações do presidente deveria ser maior. "Acho que a gente tinha que ter eleição todo mês, né, para ele fazer as coisas certas, é, com mais frequência", declarou, referindo-se ao histórico do governo em relação ao combate ao crime organizado e à imposição de tributos.
Além de criticar a revogação da taxa, o senador também aproveitou a oportunidade para exigir uma redução mais abrangente da carga tributária que pesa sobre os produtores brasileiros. Ele considerou que o fim da taxa das blusinhas é apenas um passo inicial, sem medidas complementares que beneficiem a indústria nacional. "E agora, obviamente, tem que ter um jeito de reduzir a carga tributária, o peso do estado sobre os produtores nacionais", disse Flávio.
O termo "taxa das blusinhas" se tornou popular como uma referência ao tributo que encarecia produtos adquiridos em plataformas internacionais. O anúncio da revogação foi feito por Lula na mesma terça-feira, com a nova medida entrando em vigor na quarta-feira, 13, e sendo oficializada por meio de uma Medida Provisória (MP) publicada no Diário Oficial da União.
Apesar da revogação, a arrecadação referente a essa taxa nos primeiros meses de 2026 foi significativa, totalizando R$ 1,78 bilhão. Esse valor representa um aumento de 25% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a arrecadação foi de R$ 1,43 bilhão. A manutenção do tributo por quase dois anos foi um ponto de crítica constante por Flávio Bolsonaro, que classificou a decisão de revogar a taxa como tardia e motivada pela proximidade das eleições.
Com essa mudança, o senador Flávio Bolsonaro espera que o governo tome ações mais efetivas para aliviar a carga tributária sobre os produtores nacionais, além de promover um ambiente mais favorável ao desenvolvimento da indústria no Brasil.

