O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, do partido Novo, está no centro de uma polêmica que se intensificou nas redes sociais desde o dia 13 de maio de 2026. Sua declaração a respeito dos áudios entre Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, e Daniel Vorcaro, proprietário do Master, gerou reações contundentes de aliados do senador, que o acusam de oportunismo.
Em um vídeo, Zema descreveu o contato de Flávio com Vorcaro como um "tapa na cara do Brasil" e considerou a solicitação de dinheiro para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro como "imperdoável". Essas palavras provocaram uma série de críticas, especialmente de membros da própria base de Flávio Bolsonaro.
O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, foi um dos primeiros a reagir, chamando Zema de "oportunista". Padre Kelmon, que também é aliado dos Bolsonaro, seguiu a mesma linha de crítica, reforçando a percepção negativa em relação à declaração do ex-governador de Minas.
Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD, comentou sobre a situação, afirmando que Flávio deve prestar esclarecimentos, mas enfatizou a importância da manutenção da unidade na centro-direita para enfrentar o PT nas eleições. Caiado também negou ser um "homem oportunista". Outros aliados de Flávio, como Fernando Holiday, se manifestaram, considerando a declaração de Zema como um "ataque baixo" que despreza a trajetória do ex-governador.
O senador Jorge Seif, do PL, foi mais incisivo, rotulando Zema de "isentão oportunista" e chamando-o de "Cavalo de Troia". Em sua crítica, Seif questionou a postura de Zema em relação ao apoio que o Novo recebeu durante o governo Bolsonaro, insinuando que o pré-candidato agora busca se distanciar da família Bolsonaro em um momento eleitoral.
Gustavo Gayer, deputado federal do PL, também se uniu às críticas, afirmando que Zema se "afundou de vez" e o caracterizando como "mesquinho e fraco". Ele expressou que a posição do ex-governador é um sinal de desespero e que excede os limites aceitáveis.

