Uma secretária parlamentar do deputado federal Mario Frias (PL-SP) esteve envolvida na produção do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Rareska Metsker, que ocupa um cargo comissionado na Câmara dos Deputados, atuou na produção do longa enquanto recebia um salário bruto de R$ 4,4 mil.
Os registros da participação de Rareska nos bastidores das gravações foram divulgados nas redes sociais entre outubro e novembro do ano anterior. Durante pelo menos sete semanas, ela acompanhou a realização do making of do filme. Após a repercussão da situação, as postagens relacionadas ao projeto foram posteriormente removidas.
A Câmara dos Deputados informou que os secretários parlamentares têm uma carga horária de 40 horas semanais, mas não estão obrigados a se dedicar exclusivamente ao cargo, permitindo que exerçam outras atividades fora do expediente.
Mario Frias, em suas redes sociais, declarou que "Dark Horse" é uma produção financiada apenas por recursos privados, negando qualquer uso de verba pública ou doações provenientes de banqueiros. Essa afirmação foi feita mesmo após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter admitido que houve conversas sobre a captação de recursos para o filme com o empresário Vorcaro.
Esse caso levanta questões sobre a compatibilidade entre a atuação de servidores públicos em projetos privados e as obrigações que eles têm com suas funções na administração pública. A ausência de manifestação por parte do gabinete de Mario Frias sobre o envolvimento de sua assessora no filme também gera expectativa quanto ao posicionamento oficial sobre a situação.

