Na manhã de 15 de maio de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu bloquear R$ 52 bilhões em ativos financeiros de indivíduos investigados na Operação Sem Refino. A ação foi realizada pela Polícia Federal (PF) e tem como foco principal o grupo Refit, liderado pelo empresário Ricardo Magro.
Além do empresário, a operação também investiga o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pertencente ao PL. Moraes também ordenou a suspensão das atividades das empresas que estão sob investigação, o que pode ter um impacto significativo nas operações do grupo.
A PF solicitou a inclusão de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, uma lista que reúne pessoas procuradas internacionalmente. As investigações indicam que a Refit estaria utilizando sua estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio, dissimular bens e realizar a evasão de recursos para fora do país.
Conforme a Receita Federal, a Refit se destaca como o maior “devedor contumaz” do Brasil, acumulando dívidas que ultrapassam R$ 26 bilhões com a União e os estados. Em São Paulo, os débitos da empresa somam R$ 9,6 bilhões, segundo informações do governo estadual.
A Refit, que anteriormente era conhecida como Refinaria de Manguinhos, recebeu, em 2023, um incentivo fiscal do governo de Cláudio Castro, que visava ampliar suas operações no mercado de óleo diesel. Entretanto, as investigações da PF levantam suspeitas de fraudes fiscais, além de irregularidades relacionadas à produção e comercialização de combustíveis, o que pode complicar ainda mais a situação do grupo e das pessoas envolvidas.

