Na manhã de 15 de maio de 2026, agentes da Polícia Federal (PF) realizaram uma operação que resultou em uma busca e apreensão na residência do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Os policiais permaneceram no imóvel, localizado em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, por aproximadamente três horas. A ação investiga possíveis fraudes relacionadas ao grupo Refit, presidido pelo empresário Ricardo Magro.
Os agentes chegaram ao local em veículos descaracterizados e com o suporte de homens armados. A PF investiga indícios de que a Refit teria utilizado sua estrutura financeira e societária para ocultar patrimônio, dissimular bens e realizar evasão de recursos para o exterior. Esta operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e se insere nas investigações da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.
A Receita Federal classificou o grupo Refit como o maior “devedor contumaz” do Brasil, com dívidas que ultrapassam R$ 26 bilhões em débitos com a União e estados. Somente em São Paulo, os débitos da empresa somam R$ 9,6 bilhões, segundo informações do governo paulista. O papel de Cláudio Castro na operação ainda não foi detalhado pela PF.
Vale destacar que, em 2023, durante a gestão de Castro, a Refit, que anteriormente era conhecida como Refinaria de Manguinhos, recebeu incentivos fiscais do governo do estado para expandir sua atuação no mercado de óleo diesel. Essa relação entre a administração de Castro e a empresa está sendo analisada no contexto das investigações.
A operação desta sexta-feira representa um desdobramento das investigações que estão sendo conduzidas pela PF, revelando a complexidade e a gravidade das acusações que envolvem o ex-governador e o grupo Refit. As próximas etapas da investigação poderão trazer mais detalhes sobre a suposta participação de Castro e as implicações legais decorrentes das ações da empresa liderada por Ricardo Magro.

