A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais iniciou uma investigação sobre um professor da rede estadual que foi afastado preventivamente após exibir material pornográfico para alunos de 10 a 12 anos em uma escola localizada em Cambuí, no sul do estado. O incidente ganhou notoriedade nas redes sociais após a divulgação, no domingo, 17, de um vídeo gravado por uma aluna, que mostra o docente apresentando o conteúdo a um estudante de 11 anos, fazendo comentários de deboche sobre a imagem.
De acordo com relatos, o aluno teria solicitado ao professor que mostrasse a imagem, o que gerou uma onda de indignação. O Governador de Minas Gerais, Mateus de Simões, se manifestou sobre a situação em um pronunciamento, expressando sua revolta e enfatizando que a proteção dos alunos deve ser uma prioridade em qualquer modelo educacional. Ele afirmou: "O que aconteceu em Cambuí me revolta como governador, mas dói ainda mais como professor. Criança não entra em escola pública pra ser exposta, humilhada ou usada como piada. Entra pra aprender. E o Estado tem que garantir isso."
Mateus de Simões também anunciou que determinou uma investigação imediata do caso e ressaltou que a segurança das crianças é uma responsabilidade do Estado, independentemente do tipo de instituição de ensino. "Não importa o modelo da escola. Em qualquer sala de aula de Minas, a proteção da criança é dever do Estado. Sempre foi. Vai continuar sendo", destacou o governador.
Além disso, Simões afirmou que a gestão tomará medidas rigorosas em resposta a situações que coloquem em risco a integridade dos estudantes. O caso já está sob análise das autoridades competentes e da Secretaria de Estado de Educação, com foco na possível violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe a exposição de menores a conteúdos pornográficos.
A repercussão do caso nas redes sociais reflete a preocupação da sociedade com a proteção dos direitos das crianças e adolescentes, especialmente em ambientes educacionais, onde a integridade e o bem-estar dos alunos devem ser prioridade. O desdobramento da investigação e as medidas adotadas pela Secretaria de Estado de Educação serão acompanhados de perto por pais e pela comunidade escolar, que aguardam respostas claras e efetivas das autoridades competentes.

