As autoridades russas anunciaram nesta segunda-feira, 18, que continuam em contato constante com o governo cubano para discutir alternativas que possam mitigar os efeitos do bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos. Essa medida resultou em sérias restrições no abastecimento de combustíveis na ilha, levando a um aumento drástico nos preços da gasolina e do diesel, que quase dobraram em uma semana devido à escassez.
Desde o final de março, Cuba não recebe novas remessas de petróleo. O último carregamento, que foi de aproximadamente 700 mil barris, foi entregue pelo navio-tanque russo Anatoly Kolodkin. Essa quantidade é suficiente para atender a uma população de cerca de 10 milhões de habitantes por aproximadamente duas semanas.
A situação em Cuba se agrava à medida que o combustível desaparece dos postos estatais em Havana, intensificando uma crise que já se desenvolvia há algum tempo. Muitos cubanos enfrentam dificuldades para utilizar seus veículos, um problema que se intensificou após a ameaça do ex-presidente Donald Trump de impor tarifas sobre países que exportassem combustível para a ilha.
O governo cubano reconheceu a gravidade da crise e afirmou que, embora ainda existam algumas alternativas para a importação de combustível, os novos preços dependerão de diversos fatores, como o fornecedor, custos de transporte, rotas, seguro e oscilações do mercado internacional. Essa incerteza gera preocupações na população, que se prepara para custos ainda mais altos com combustíveis.

