A Polícia Federal (PF) decidiu manter a investigação em curso sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, mesmo após a troca do delegado responsável pelo caso. Um dos elementos centrais dessa apuração é o depoimento da empresária Roberta Moreira Luchsinger, previsto para ocorrer no dia 20 deste mês. Roberta é investigada por supostamente atuar como intermediária em pagamentos direcionados a Lulinha.
O inquérito, que investiga desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), passou recentemente a ser conduzido pela Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, uma unidade da PF focada em crimes financeiros e corrupção. A mudança ocorreu no início de maio e resultou na substituição do delegado que vinha acompanhando o caso desde sua abertura, o que suscitou questionamentos entre membros da oposição política e na equipe do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
A PF, no entanto, afirmou que a troca de delegados não prejudicará o andamento das investigações. Em uma nota oficial, a corporação assegurou que a mudança foi feita para garantir maior eficiência e continuidade nas apurações, ressaltando que a nova estrutura possui experiência em casos complexos que tramitam no STF. A equipe de delegados e agentes que trabalha no inquérito permanece inalterada.
O inquérito em questão envolve também Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que é considerado pela PF como o líder do esquema investigado. Um dos pontos que a investigação busca esclarecer é uma viagem de Lulinha a Portugal, que teria sido financiada por um empresário. A defesa do filho do presidente Lula afirmou ao STF que essa viagem tinha como finalidade prospectar um negócio na área de Cannabis medicinal, o qual, no entanto, não foi concretizado.
Além disso, a PF pretende interrogar Roberta Luchsinger sobre as possíveis transações entre Lulinha e Careca do INSS no setor de Cannabis medicinal. O objetivo é investigar se houve repasses financeiros ao filho do presidente, tema que é alvo de apuração por parte da corporação.
Roberta Moreira Luchsinger já havia sido alvo da Operação Sem Desconto em dezembro de 2025. A defesa de Lulinha reconheceu que foi Roberta quem apresentou o empresário ao filho do presidente, uma informação que foi formalizada em petição ao STF.

