Na última sexta-feira, 15, um ataque coordenado em escolas na comunidade de Ahoro Esinele, localizada no distrito de Oriire, no Estado de Oyo, resultou no sequestro de pelo menos 39 crianças e sete professores. As informações foram divulgadas por autoridades locais nesta segunda-feira, 18.
De acordo com Elisha Olukayode Ogundiya, presidente da Associação Cristã da Nigéria do Estado de Oyo, um total de 46 pessoas, a maioria delas crianças com idades entre dois e 16 anos, foram sequestradas durante as investidas. Os homens armados invadiram simultaneamente a Escola Infantil e Primária Batista em Yawota, além de outras duas escolas em Esiele, conforme relato da polícia, que qualificou a ação como um "ataque coordenado".
Os sequestradores levaram não apenas alunos, mas também funcionários das instituições, incluindo o vice-diretor. O ataque obrigou o Conselho Estadual de Educação Básica Universal de Oyo a determinar o fechamento temporário das escolas nas proximidades, como medida de precaução para evitar novos incidentes e permitir que as forças de segurança estabilizassem a área. As aulas foram reabertas na segunda-feira.
O governador de Oyo, Seyi Makinde, informou que um dos professores sequestrados foi encontrado morto no domingo, 17, e que seis suspeitos foram detidos em decorrência das investigações. O governador também destacou que as vítimas resgatadas estão recebendo tratamento médico.
O Presidente da Nigéria, Bola Tinubu, descreveu o assassinato do professor como um ato "bárbaro" e assegurou que o governo federal está colaborando com as autoridades estaduais para a libertação dos reféns. Segundo ele, equipes táticas e de inteligência da polícia foram enviadas à região para intensificar as buscas.
Os sequestros em massa têm se tornado uma questão de segurança crescente na Nigéria, onde grupos armados aproveitam a fragilidade da segurança pública e o controle limitado das fronteiras para atacar estudantes e comunidades em busca de resgates financeiros. Embora escolas sejam alvos frequentes dessas ações criminosas, a incidência de tais episódios no sudoeste do país é considerada menos comum se comparada a outras regiões, principalmente no norte e centro da Nigéria.

