O técnico Mozart optou por não escalar o meia Vina, ex-jogador do Athletico, Coritiba e Paraná, no clássico contra o Fortaleza, realizado no último domingo (17), pela 9ª rodada da Série B. A decisão gerou polêmica, uma vez que Vina é considerado um dos ídolos recentes do Ceará e a equipe acabou vencendo o rival por 2 a 1 no Castelão. Além de Vina, o treinador também deixou de fora outros jogadores importantes, como Pedro Henrique e Richardson.
Após a vitória, Mozart comentou sobre sua decisão, afirmando: "Eu não descarto ninguém, mas eu entendo que o futebol é um esporte de merecimento". O treinador, que conquistou o título com o Coritiba no ano anterior, ressaltou a importância do desempenho diário dos atletas. "Eu respeito a carreira de todo mundo, respeito a história de todos os jogadores, mas a carreira e a história não garantem espaço para ninguém porque, se eu decidir dessa forma, vou contra aquilo que acredito, que é o dia a dia, o merecimento, a entrega e o momento de quem está melhor", reforçou.
Com o resultado positivo no clássico, o Ceará subiu para a 9ª posição na tabela da Série B, acumulando 13 pontos. Essa não foi a primeira vez que Vina foi barrado por Mozart; anteriormente, ele já havia ficado fora da partida contra o Atlético-MG, que culminou na eliminação do Vozão da Copa do Brasil, além de não ter sido relacionado em jogos contra Maranhão, Sport e Vitória. O clube havia informado que o atleta estava passando por um período de treinamentos focado no aumento de força física e resistência.
Apesar das controvérsias, Vina apresenta números positivos nesta temporada. Aos 35 anos, ele contabiliza sete gols e quatro assistências em 16 partidas. O jogador, que é natural de Curitiba, é formado nas categorias de base do Paraná Clube e teve uma passagem pelo Coritiba no início de sua carreira. Vina é torcedor declarado do Athletico e jogou pelo clube em 2016, onde marcou 6 gols e deu duas assistências em 34 jogos, mas sua trajetória foi marcada por polêmicas extracampo.
A situação de Vina no Ceará continua a gerar discussões entre os torcedores, que se dividem entre o respeito à escolha do treinador e a admiração pelo jogador que já fez história no clube. O desenrolar dessa situação poderá impactar não apenas a relação entre os atletas e a comissão técnica, mas também as expectativas da torcida para o restante da temporada.