Execução de condenado é suspensa no Tennessee por falta de veia adequada

O Tennessee suspendeu a execução de Tony Carruthers após a equipe médica não conseguir encontrar uma veia.
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O governo do Tennessee nos Estados Unidos decidiu suspender a execução de Tony Carruthers nesta quinta-feira, 21, após a equipe médica não localizar uma veia apropriada para a administração das drogas da injeção letal. Carruthers, condenado por sua participação em três assassinatos ocorridos em 1994, já se encontrava na sala de execução quando os funcionários tentaram iniciar o processo. De acordo com o sistema prisional do estado, várias tentativas foram feitas, mas não houve sucesso em obter um acesso venoso suficiente.

Diante da situação, o governador Bill Lee, do partido republicano, optou por adiar a execução por um ano. Tony Carruthers é responsável pelas mortes de Marcellos Anderson, Delois Anderson, mãe de Marcellos, e Frederick Taylor, cujos corpos foram encontrados enterrados em um cemitério em Memphis. O julgamento do condenado ocorreu em 1996, e ele decidiu se defender sozinho durante o processo.

Advogados e organizações de defesa dos direitos civis afirmam que Carruthers apresenta transtornos mentais graves e não estava em condições psicológicas de se defender adequadamente. A American Civil Liberties Union (ACLU) destacou que Carruthers poderia se tornar o primeiro condenado a ser executado nos Estados Unidos em mais de um século após ter conduzido sua própria defesa.

Os defensores de Carruthers também estão buscando a realização de novos testes forenses, argumentando que a realização de exames adicionais poderia ajudar a comprovar sua inocência. No entanto, pedidos nesse sentido foram negados pela Justiça.

A advogada Maria DeLiberato, vinculada ao projeto sobre pena de morte da ACLU, classificou a situação como uma "profunda injustiça", acusando o Estado de submeter Carruthers a uma condição "bárbara". O Tennessee enfrenta críticas por seus procedimentos de execução, especialmente após ter interrompido as execuções por mais de dois anos em 2022, devido a problemas na testagem das drogas utilizadas nos procedimentos.

Outros Estados americanos também relataram dificuldades semelhantes. O Alabama suspendeu execuções entre 2022 e 2023, enfrentando repetidas dificuldades para encontrar veias nos condenados. Essas dificuldades levaram alguns estados a considerar métodos alternativos de execução, como o pelotão de fuzilamento. A Carolina do Sul, por exemplo, realizou três execuções desse tipo no ano passado.

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