Os pré-candidatos Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, se pronunciaram sobre a situação de Flávio Bolsonaro, do PL, após o vazamento de áudios que revelam pedidos de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ambos consideram que esse episódio pode abalar a campanha de Flávio, colocando sua credibilidade em questão.
Em entrevista à TMC 360, realizada nesta sexta-feira (22), Caiado avaliou que Flávio enfrenta um momento "extremamente delicado" e que a sua candidatura à Presidência da República não pode se basear na presunção de inocência. Ele expressou ceticismo em relação às justificativas apresentadas por Flávio sobre sua relação com Vorcaro, observando uma queda significativa do candidato nas pesquisas. Apesar disso, Caiado reconheceu a influência do sobrenome Bolsonaro no cenário político nacional.
Caiado também criticou a polarização existente na política brasileira, afirmando que ela impede discussões sobre temas importantes como saúde, economia e educação. Ele lamentou que, antes do ocorrido com Flávio, a direita tinha boas chances de vencer Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um possível segundo turno. Afirmou ainda que a presença de Flávio na disputa poderia beneficiar o PT, considerando o prestígio de seu pai, Jair Bolsonaro.
Por sua vez, Romeu Zema, em entrevista ao SBT, teve sua posição questionada em relação ao bolsonarismo após a crise de Flávio. Embora não tenha mencionado o adversário diretamente, Zema afirmou que está rompendo com práticas que sempre condenou, referindo-se à corrupção. Ele criticou a ligação de Flávio com Vorcaro, descrevendo-o como um "grande bandido" e ressaltando a necessidade de um presidente com credibilidade para implementar mudanças no Brasil.
Zema, que se posiciona como um "outsider" nas eleições, declarou que apoiaria Flávio em um eventual segundo turno contra Lula, demonstrando confiança de que a direita estará nessa fase da eleição. Contudo, não hesitou em criticar a aproximação do pré-candidato do PL com Vorcaro, expressando sua indignação com a situação. "Para mim é algo inadmissível", afirmou.
Essa troca de críticas entre os pré-candidatos evidencia a tensão no cenário eleitoral, especialmente em um momento em que a credibilidade de Flávio Bolsonaro está em jogo e a polarização política continua a ser um tema central nas discussões eleitorais.

