O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou sua oposição à proposta que permitiria a entrada do país na União Europeia sem o direito de voto nas decisões do bloco. A declaração ocorreu após a sugestão do chanceler alemão, Friedrich Merz, que propôs conceder à Ucrânia um status de membro associado como um passo intermediário até a adesão completa.
Nesse modelo, a Ucrânia poderia participar das reuniões da UE, mas não teria poder de decisão nas votações. Zelensky, em uma carta enviada aos líderes europeus nesta sexta-feira, 22, afirmou que seria inadequado para o país estar integrado nas instituições europeias sem uma participação efetiva nas decisões. "Seria injusto que a Ucrânia estivesse presente na União Europeia, mas permanecesse sem voz", declarou o presidente.
Zelensky enfatizou que o momento é propício para avançar diretamente em direção à adesão plena da Ucrânia ao bloco europeu. O presidente argumentou que o país tem acelerado as reformas exigidas pela UE e sublinhou o papel central da Ucrânia na segurança europeia, especialmente em meio ao conflito com a Rússia.
A discussão sobre a adesão da Ucrânia à União Europeia ganhou impulso nas últimas semanas, com a candidatura do país oficializada em 2022, seguindo em processo de negociação com os demais integrantes do bloco. A proposta de status de membro associado foi vista por Zelensky como uma limitação que não condiz com a atual situação e os esforços da Ucrânia.
Diante do cenário, a insistência do presidente ucraniano reflete a crescente pressão para que a UE reconheça a importância estratégica da Ucrânia na segurança do continente e avance em sua integração ao bloco, garantindo um papel ativo nas decisões políticas e econômicas da região.

