Na manhã desta segunda-feira, 25 de maio de 2026, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que houve avanços nas negociações entre Teerã e Washington, embora um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio ainda não esteja próximo. Baghaei relatou que as partes chegaram a entendimentos em diversas questões, mas os termos finais ainda não foram definidos.
A declaração de Baghaei surge em um contexto de pressão crescente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as conversações. Na semana passada, Trump mencionou que um acordo estava “em grande parte negociado”, mas no domingo fez um recuo, afirmando que Washington não tem intenção de se precipitar nas negociações.
Nesta segunda-feira, Trump voltou a adotar um tom mais firme, afirmando que só aceitará um acordo que seja “ótimo” e “significativo” com o Irã. Em uma postagem na Truth Social, sua rede social, o presidente criticou o acordo nuclear elaborado durante a administração Obama, descrevendo-o como um “desastre” que facilitou o acesso do Irã a armas nucleares.
O memorando de entendimento em discussão inclui a proposta de prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e reabrir o Estreito de Ormuz, além de abordar futuras negociações sobre o programa nuclear iraniano. O Estreito de Ormuz é um ponto estratégico, responsável por aproximadamente 20% do comércio mundial de petróleo e gás.
Baghaei também ressaltou que o Irã continua comprometido com a segurança da navegação na região de Ormuz, embora ainda não haja clareza sobre como a reabertura do estreito será implementada. As negociações sobre a administração da área estão sendo discutidas separadamente entre Teerã e Omã.
Em uma visita à Índia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou que as negociações para a paz no Oriente Médio estão em andamento, mencionando uma proposta com um prazo definido sobre o programa nuclear iraniano e a retomada das operações no Estreito de Ormuz. Ele enfatizou que não se deve esperar uma resposta imediata e que Trump não está apressado em fechar um acordo que não atenda aos interesses dos EUA.

