Operação da PF investiga esquema de ataques digitais financiado pela Prefeitura de Macapá

A Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar crimes eleitorais relacionados a uma organização criminosa que utilizava.
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Foto: Foto: Divulgação/Polícia Federal

Na manhã de 26 de maio de 2026, a Polícia Federal (PF) iniciou uma operação que visa investigar uma rede de desinformação e autopromoção política no estado do Amapá. A corporação está cumprindo mais de 30 mandados de busca e apreensão, direcionados a políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários e uma agência de publicidade, com operações em Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS).

A investigação revela que o grupo criminoso atuava há quatro anos, sendo financiado com recursos da Prefeitura de Macapá. O objetivo era promover o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), beneficiar seus aliados e atacar adversários. Essa não é a primeira vez que Furlan enfrenta problemas com a PF; em 4 de março, ele foi alvo de uma operação que investiga suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos em uma obra de hospital municipal, no valor de cerca de R$ 70 milhões. Após essa ação, ele renunciou ao cargo de prefeito e lançou sua pré-candidatura ao governo do Amapá.

A PF identificou que mais de R$ 25 milhões em contratos de publicidade institucional da Prefeitura de Macapá foram supostamente usados para fins de autopromoção e ataques a opositores. Além disso, há indícios de que membros do grupo criminoso foram nomeados em secretarias municipais como forma de pagamento pelas publicações realizadas nas redes sociais.

Os alvos dos ataques digitais incluíam senadores e até um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação também revelou que foram utilizados recursos de inteligência artificial (IA) para criar conteúdos manipulados, como imagens, vídeos e áudios, além de deepfakes. Conteúdos de teor homofóbico foram identificados entre os materiais utilizados para os ataques.

As investigações da PF abrangem crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro e delitos contra a administração pública, com a possibilidade de que novos crimes sejam descobertos durante o andamento das apurações.

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