Criminalidade é vista como o principal desafio do Brasil, aponta pesquisa

Uma nova pesquisa revela que a criminalidade e o tráfico de drogas são considerados os principais problemas.
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Uma pesquisa realizada pela Atlas Intel/Bloomberg e divulgada nesta quinta-feira (28) indica que a criminalidade e o tráfico de drogas são percebidos como os maiores problemas do Brasil. A Segurança Pública se destaca como uma preocupação mais urgente que a corrupção e a situação econômica, que completam o top-3 das inquietações da população.

Os dados foram coletados a partir de uma questão simples: "quais são, na sua opinião, os maiores problemas do Brasil hoje em dia?" Os entrevistados puderam escolher três dentre 20 opções disponíveis. O levantamento mostrou um aumento significativo na preocupação com a segurança, que subiu de 51,7% em abril para 62,9% em maio, superando a corrupção, que caiu pouco mais de três pontos percentuais.

A pesquisa intitulada 'Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança', encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública ao Instituto Datafolha, revelou que 96,2% dos brasileiros manifestam medo diante de pelo menos uma situação de violência. Além disso, 40,1% dos participantes relataram ter vivenciado alguma experiência direta ou indireta relacionada ao crime.

No que diz respeito ao Crime Organizado, 41,2% dos entrevistados afirmaram que milícias ou facções estão presentes nos bairros onde residem. Esse número aumenta para 55,6% quando se considera apenas a população das capitais brasileiras.

A temática da Segurança Pública e o combate a facções criminosas, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, já estão sendo amplamente discutidos por pré-candidatos à presidência da República. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou a intenção de assumir um papel mais ativo na Segurança Pública, afirmando que a criação de um Ministério da Segurança Pública depende apenas da aprovação do Senado.

Em entrevista à TV Brasil, Lula destacou que não aceita a ideia de que criminosos dominem territórios e propôs que a população carcerária trabalhe e receba um salário, que seria dividido entre a vítima do crime, a família do preso e uma reserva para quando o detento for solto.

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