Mudanças no PL do Rio: Carlos Jordy SE destaca na corrida pelo Senado

Com a saída de Cláudio Castro, o PL redesenha sua estratégia para as eleições ao Senado no.
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PL redesenha disputa ao Senado no Rio após saída de Castro — Foto: PL redesenha

O PL está reestruturando sua candidatura ao Senado no Rio de Janeiro após o anúncio de Cláudio Castro de que deixará a pré-candidatura ao cargo. Com essa decisão, o deputado federal Carlos Jordy foi elevado à posição de principal nome na disputa, sendo visto como o favorito para ocupar a vaga que antes pertencia a Castro na composição eleitoral de 2026.

Carlos Jordy, que é um aliado histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou destaque entre os integrantes da sigla, especialmente após o ex-governador enfrentar um desgaste político significativo. Castro foi alvo de duas operações da Polícia Federal em um curto espaço de tempo, além de já enfrentar dificuldades jurídicas, tendo sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Nos bastidores do PL, a discussão sobre a sucessão passou a ser conduzida pelo núcleo político próximo a Flávio Bolsonaro. Fontes afirmam que a tendência atual é a consolidação do nome de Jordy, embora outras opções ainda estejam sendo consideradas dentro do partido. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, voltou a ganhar destaque após sua atuação na votação da PEC que altera a jornada de trabalho, defendendo um modelo 4×3 como alternativa ao proposto pelo governo.

Sóstenes tem investido em campanhas digitais para promover essa pauta, e sua equipe de comunicação conseguiu um grande alcance nas redes sociais, com um dos vídeos de sua campanha atingindo mais de 10 milhões de visualizações no TikTok.

Com a crise em torno de Cláudio Castro, a reestruturação do PL se tornou urgente. O ex-governador é considerado politicamente inviável devido às investigações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e os investimentos bilionários do Rioprevidência em operações relacionadas ao Banco Master.

Além das investigações da PF, Castro também enfrenta um processo no Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A acusação refere-se à criação de milhares de cargos comissionados durante a campanha. O julgamento deste caso foi suspenso após um pedido de vista do ministro Nunes Marques.

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