Família de jovem morto em atropelamento em Curitiba clama por justiça

Após o atropelamento de Brayan Felipe Cândido, de 21 anos, sua esposa realiza protesto pedindo justiça e.
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Na última segunda-feira (25), um atropelamento na canaleta de ônibus em Curitiba resultou na morte de Brayan Felipe Cândido do Nascimento, de 21 anos. O incidente ocorreu por volta das 6h57 e foi registrado por câmeras de segurança. Em um protesto realizado nesta segunda-feira (1°), a esposa de Brayan, Juliana, que está grávida de três meses e é mãe de um menino de três anos, expressou sua luta por justiça e a dificuldade em obter informações sobre o acidente.

Juliana relatou que Brayan saía de casa diariamente às 6h30 para trabalhar e que, após o atropelamento, não recebeu socorro imediato. De acordo com seu relato, ela só tomou conhecimento do ocorrido às 7h40, quando decidiu ligar para ele e foi então que a ambulância, que prestava atendimento, informou que ele estava sendo levado ao Hospital Cajuru. “Ninguém ligou para mim”, reclamou.

A esposa de Brayan contestou comentários maldosos sobre o acidente, afirmando que seu marido não estava “pegando rabeira” e que apenas tentava ir ao trabalho quando foi atropelado. “Meu marido era um homem muito trabalhador, não tinha tempo ruim. Nós queremos justiça”, declarou, enfatizando a dor que a família enfrenta, especialmente com o filho pequeno perguntando sobre o pai.

O acidente também envolveu um ciclista, que se acidentou por volta das 7h na Avenida Presidente Affonso Camargo, em Curitiba. O ônibus, prefixo PL305, da categoria Ligeirinho, estava trafegando pela canaleta exclusiva do transporte público no momento da colisão. O ciclista foi atendido no local e levado ao hospital, mas não houve outros feridos.

A empresa responsável pelo ônibus, a Via Mob, lamentou o acidente e afirmou ter enviado uma equipe de apoio ao local para prestar assistência. A companhia ressaltou que as canaletas são áreas de uso exclusivo para o transporte coletivo, alertando sobre os riscos que ciclistas e pedestres enfrentam nessas vias, que são frequentemente utilizadas por ônibus devido ao seu fluxo contínuo.

A situação tem gerado revolta e clamor por justiça por parte da família e da comunidade, que acompanha de perto o desenrolar do caso. Brayan Felipe Cândido do Nascimento deixa um legado difícil de explicar para sua esposa e seu filho, que ainda busca compreender a perda repentina do pai.

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