Um homem de 37 anos, identificado como Wellington de Oliveira Santos, foi preso em flagrante após invadir o apartamento de uma nutricionista, em Barueri, na Grande São Paulo, e tentar estuprá-la. Durante a audiência de custódia, Wellington fez diversos apelos ao juiz, implorando para não ser mantido preso. A solicitação foi feita pelo menos quatro vezes, mas o magistrado decidiu pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, destacando a necessidade de proteger a vítima.
Wellington alegou, durante a audiência, que estava alcoolizado no momento do crime e que cuidava de seu pai de 74 anos e de seu filho, argumentando que não era tão perigoso quanto parecia. Ele implorou: “Não faz isso comigo, não, doutor. Te imploro, cuido do meu pai e do meu filho. Não sou esse monstro todo.” A insistência do acusado em ser liberado gerou impaciência no juiz, que, após cerca de oito minutos de audiência, pediu que uma servidora chamasse a delegacia para retirar Wellington da sala.
A procuradoria do Ministério Público informou que o acusado já tinha uma condenação por estupro em 2005 e que, além disso, havia cometido crimes de violência contra a mulher em 2025. A Defensoria Pública, por sua vez, defendeu que o mérito do caso não seria analisado naquele momento, ressaltando a presunção de inocência e a hipossuficiência de Wellington, que não possui recursos para arcar com os custos do processo judicial.
Durante a audiência, Wellington tentou justificar sua presença no apartamento da nutricionista, Jéssica Santos, de 35 anos, afirmando que não sabia quem encontraria no local. Ele alegou: “Eu subi, eu não sei nem andar de elevador, eu não sei nem como eu cheguei lá.” A invasão aconteceu no último dia 23, enquanto Jéssica dormia sozinha, pois seu namorado havia saído para um evento escolar da filha e deixado a porta entreaberta.
A luta entre Wellington e Jéssica durou cerca de 20 minutos, até que a nutricionista conseguiu escapar e pedir ajuda aos vizinhos. A Polícia Civil apreendeu o celular do suspeito para investigar se ele tinha algum tipo de monitoramento sobre a rotina da vítima, além de verificar a possibilidade de envolvimento de outras pessoas no caso. O incidente foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri como tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio.

