Três lendas do futebol que venceram a Copa do Mundo como jogador e treinador

A história da Copa do Mundo revela que apenas três profissionais conquistaram o torneio tanto como jogadores.
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Zagallo — Foto: Zagallo MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO CONTEÚDO - 28/04/2015

A conquista da Copa do Mundo em suas duas vertentes — como jogador e treinador — é uma façanha que poucos conseguiram alcançar na história do futebol. Em mais de 90 anos de competições, apenas três profissionais conseguiram levantar a taça tanto dentro quanto fora de campo: Mário Jorge Lobo Zagallo, Franz Beckenbauer e Didier Deschamps. Este feito se tornou um verdadeiro atestado de habilidade e genialidade tática no esporte.

Mário Zagallo, conhecido como o Velho Lobo, foi o primeiro a alcançar essa marca. Ele foi fundamental na Seleção Brasileira, atuando como ponta-esquerda durante as campanhas que resultaram nos títulos de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile. Sua visão de jogo e inteligência tática o levaram rapidamente ao cargo de treinador, onde fez história novamente. Em 1970, Zagallo assumiu a Seleção Brasileira a poucos meses do início da Copa do Mundo no México e, com apenas 38 anos, montou um time considerado um dos melhores da história do futebol. A vitória sobre a Itália na final consolidou sua posição como o primeiro a vencer o torneio tanto como atleta quanto como técnico. Ele ainda conquistou uma quarta taça em 1994, atuando como coordenador técnico da seleção.

Após a conquista de Zagallo, o futebol mundial precisou esperar vários anos para ver outro profissional repetir tal feito. Franz Beckenbauer, conhecido como o Kaiser, fez história ao liderar a Alemanha Ocidental ao título em 1974, derrotando a Holanda de Johan Cruyff. Dezesseis anos depois, Beckenbauer se destacou como técnico da seleção alemã, conquistando o tricampeonato em 1990 na Itália, em uma final memorável.

O terceiro nome a completar essa lista é Didier Deschamps, que conduziu a França ao título em 1998 como jogador e repetiu a façanha em 2018 como treinador. Sua trajetória exemplifica a transição bem-sucedida de jogador a treinador, consolidando sua posição entre os grandes do futebol.

O cenário atual do futebol aponta para uma nova geração de jogadores que também podem aspirar a esse feito histórico. Nomes como Xabi Alonso e Xavi Hernández, fundamentais na conquista da Espanha em 2010, estão emergindo como treinadores de destaque na Europa e são frequentemente cogitados para assumir seleções nacionais no futuro. Da mesma forma, ídolos da Itália, como Daniele De Rossi e Fabio Grosso, iniciam suas carreiras como técnicos com o sonho de um dia liderar suas seleções na Copa do Mundo.

A raridade de conquistar a Copa do Mundo tanto como jogador quanto como treinador ressalta a dificuldade em dominar o esporte em suas duas frentes. A exigência atlética do torneio já reserva espaço apenas para os gigantes, e a capacidade de transmitir essa visão vencedora para uma nova geração é o que eleva um profissional ao status de lenda na história do futebol.

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