De acordo com pesquisa Ipsos-Ipec, divulgada na manhã de 22 de junho de 2026, 56% dos brasileiros afirmam não confiar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 41% manifestam confiança no petista. Os restantes 3% não souberam ou não responderam à questão sobre a confiança no governo.
A análise demográfica revela que a desconfiança é mais acentuada entre os homens, com 58% afirmando não confiar em Lula, em comparação a 54% das mulheres. Além disso, a falta de confiança é mais pronunciada entre aqueles com ensino médio (62%) e superior (64%). A faixa etária que apresenta os piores índices de confiança é a de jovens entre 25 e 34 anos, onde 63% dos entrevistados expressam desconfiança em relação ao presidente.
Os dados também mostram que a desconfiança é maior entre pessoas que recebem mais de cinco salários mínimos, com 70% afirmando não confiar em Lula, assim como entre os evangélicos, que também apresentam 70% de desconfiança. Em contrapartida, a confiança é maior entre aqueles que ganham até um salário mínimo, com 53% afirmando confiar, e entre católicos, com 51% de confiança.
Em comparação com a pesquisa anterior, realizada em março de 2026, os números se mantêm estáveis: 56% dos entrevistados afirmavam não confiar em Lula, enquanto 40% diziam confiar. Um ano antes, em junho de 2025, a desconfiança era ainda mais alta, com 58% afirmando não confiar e 37% expressando confiança.
O recorte geográfico da pesquisa indica que, nas capitais, 60% da população afirma não confiar em Lula, enquanto apenas 36% confiam. Na periferia, os índices são de 58% de desconfiança e 38% de confiança. No interior, 53% não confiam no presidente, enquanto 44% afirmam confiar.
Além disso, 42% dos brasileiros acreditam que o governo Lula está aquém das expectativas, enquanto 23% avaliam que a gestão superou o que esperavam. O Nordeste se destaca como a única região onde a avaliação positiva supera a negativa: 36% afirmam que o terceiro mandato de Lula é melhor do que esperavam, 32% consideram que está “igual” ao esperado e 30% afirmam que está pior. Nas capitais, a percepção negativa sobe para 48%.

