Na quarta-feira, 24 de junho de 2026, o senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou sua saída da liderança do governo No Senado. O afastamento ocorre em meio a investigações da Polícia Federal que apuram possíveis ligações do parlamentar com o Banco Master. A decisão foi formalizada após uma reunião de cerca de duas horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fontes do Palácio do Planalto relataram que Wagner enfrentava crescente pressão política desde que se tornou alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O senador, por sua vez, nega qualquer irregularidade nas alegações.
De acordo com aliados, a saída de Wagner foi uma escolha estratégica de Lula, que preferiu que a decisão partisse do próprio senador, visando minimizar desgastes políticos para o governo. Em suas declarações, Wagner afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo com o presidente e que sua prioridade será provar sua inocência, além de se concentrar nas articulações políticas da base governista e nas suas Campanhas Eleitorais.
As investigações indicam que pagamentos teriam sido feitos a pessoas próximas a Wagner, levantando questões sobre influências indevidas associadas ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master. O senador refuta as acusações e busca se defender das suspeitas.
Na segunda-feira, 22 de junho, a defesa de Wagner apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal contra a autorização de buscas e apreensões concedida pelo ministro André Mendonça em endereços vinculados ao parlamentar. Os advogados alegam a existência de “erros graves” na decisão e tentam anular as provas obtidas durante a operação.
Aliados do governo acreditam que o afastamento de Wagner também é uma medida para mitigar os danos políticos que as investigações podem causar, especialmente em um momento delicado para o Palácio do Planalto, que enfrenta a possibilidade de novos desdobramentos envolvendo nomes próximos ao núcleo do PT.

