Uma iniciativa popular contabilizou, até a madrugada desta quinta-feira, 25, um total de 8.378 desaparecidos após os dois terremotos que afetaram a Venezuela na quarta-feira, 24. Desse total, 418 pessoas já foram localizadas, enquanto 7.960 permanecem sem contato com suas famílias.
Outra plataforma, desenvolvida pela influenciadora Julia Alessandra, já registra 986 pessoas que estão sendo procuradas. Ambas as ferramentas permitem que familiares informem sobre desaparecimentos e compartilhem informações sobre aqueles que foram encontrados.
O governo venezuelano, em um balanço preliminar, confirmou 32 mortos e mais de 700 feridos, destacando que a região de La Guaira foi a mais impactada pelos tremores. A presidente interina Delcy Rodríguez classificou a cidade como uma "zona de desastre" e anunciou a criação de abrigos e a disponibilização de hotéis para os moradores que perderam suas casas ou tiveram seus imóveis danificados.
As operações de resgate continuam em andamento, enquanto uma previsão inicial do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) sugere que o desastre pode ter consequências ainda mais graves. O órgão estima que o número de mortos pode variar entre 10 mil e 100 mil, baseando-se em um sistema automatizado que considera fatores como a magnitude do terremoto, a profundidade, a localização do epicentro, a densidade populacional e a vulnerabilidade das construções.
Após os terremotos, Delcy Rodríguez decretou estado de emergência em todo o país. Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com um intervalo de cerca de 40 segundos, causando desabamentos em edifícios na capital, Caracas, e danos ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que foi fechado.
De acordo com o Ministério da Comunicação e Informação da Venezuela, forças de segurança foram mobilizadas em várias regiões, uma vez que muitas edificações apresentam risco de colapso. O governo também autorizou a interrupção preventiva do fornecimento de gás em alguns prédios enquanto as equipes realizam avaliações.

