Câmara dos Deputados aprova moção de repúdio ao Itamaraty por nota sobre tarifas dos EUA

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou uma moção de.
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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou, em 02 de julho de 2026, um requerimento de moção de repúdio ao Ministério das Relações Exteriores. A iniciativa foi proposta pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, do PL de São Paulo, e teve o apoio do deputado Sargento Fahur, também do PL, do Paraná.

A moção critica a atuação do Itamaraty diante da resposta do Brasil às recentes medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos, especificamente a intenção de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O comunicado oficial emitido pela pasta foi alvo de questionamentos, uma vez que, segundo o autor da proposta, utilizou uma linguagem que foge da tradição diplomática ao afirmar que "traidores da pátria" teriam influenciado o governo americano a favor da tarifa.

O debate em torno da moção ganhou contornos políticos, uma vez que membros do governo e do Partido dos Trabalhadores começaram a vincular o episódio ao senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, culminando na criação do termo “Tariflávio” em publicações nas redes sociais do partido. Essa associação, no entanto, foi desmentida.

No texto da moção, Luiz Philippe destaca que o Ministério das Relações Exteriores adotou uma postura considerada inadequada ao criticar parlamentares e que a condução das negociações priorizou uma agenda política em detrimento de critérios técnicos. O parlamentar ressalta que as notas oficiais do Itamaraty, ao empregar linguagem considerada imprópria, comprometem a credibilidade institucional da chancelaria brasileira.

A proposta foi aprovada com apenas um voto contrário, do deputado Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo, que durante a sessão apresentou uma manifestação oficial do Ministério das Relações Exteriores em defesa da atuação da pasta.

Em resposta às críticas, o Itamaraty reafirmou que a política externa do Brasil é baseada no diálogo, na negociação e no respeito ao direito internacional. O ministério destacou que mantém o direito de defender os interesses do país frente a medidas que considere prejudiciais.

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