Nesta quinta-feira, 2, a Colômbia dá início ao processo oficial de transição de governo, com a primeira reunião entre representantes do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, e do atual presidente, Gustavo Petro. O encontro ocorre na Casa de Nariño, em Bogotá, e começou às 10h (12h de Brasília). Presentes na reunião estão também o vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, e o ministro da Fazenda, Germán Ávila, ambos designados para coordenar a transição pelas lideranças de direita e esquerda.
José Manuel Restrepo destacou a importância da transparência no processo, propondo que todas as reuniões futuras sejam gravadas e transmitidas ao público. Ele enfatizou que, na visão de Espriella, as discussões devem ser acessíveis a todos os cidadãos. Caso a presidência colombiana não atenda ao pedido, Restrepo afirmou que tornará as reuniões públicas por conta própria.
Recentemente, surgiram divergências entre as equipes de Espriella e Petro, especialmente após o presidente eleito sugerir a realização de uma auditoria em contratos e obras públicas. Essa proposta gerou resistência por parte do governo atual, refletindo tensões no início dessa transição.
A equipe de Espriella referiu-se ao processo como “Arca de Noé”, em alusão aos grandes desafios que o novo presidente enfrentará a partir de 7 de agosto, data em que assumirá oficialmente o cargo. Em junho, Espriella venceu o senador Iván Cepeda, que tinha o apoio de Petro, por uma margem apertada de menos de um ponto porcentual no segundo turno.
O cenário político colombiano, portanto, se apresenta com uma combinação de expectativa e tensão, à medida que a nova administração se prepara para assumir as rédeas do país. A transparência nas discussões será um tema central para a futura gestão de Espriella, que já se mostra disposto a abrir o diálogo com a população desde o início de sua transição.

