Neste sábado, 4, Vladimir Putin, presidente da Rússia, enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizando-o pela celebração dos 250 anos da independência norte-americana. Na correspondência, Putin destacou momentos significativos na relação entre as duas nações, enfatizando que uma aproximação entre Moscou e Washington seria benéfica para os interesses de ambos os povos.
A carta inicia com uma saudação que combina formalidade e proximidade. Putin se dirige a Trump como "Caro senhor presidente" e, em seguida, usa o tratamento mais informal, chamando-o de "querido Donald". O presidente russo ressalta que a assinatura da Declaração de Independência não apenas marcou o início da existência dos Estados Unidos, mas também se tornou um divisor de águas na história mundial.
Putin também recordou que, durante aquele período, a Rússia apoiou os colonos americanos na luta pela liberdade contra o domínio britânico. Ele mencionou que os dois países estiveram juntos como aliados nas duas guerras mundiais, unindo forças para derrotar os horrores do nazismo, o que solidificou laços históricos entre as nações.
Na conclusão da carta, o presidente russo enfatizou que, como as duas maiores potências nucleares, Rússia e Estados Unidos possuem uma "responsabilidade especial" na promoção da segurança e estabilidade global. A mensagem foi enviada em um momento de reaproximação entre os dois países, que se intensificou com o retorno de Trump à Casa Branca em janeiro de 2025.
Desde então, os líderes mantiveram pelo menos quatro conversas telefônicas e se reuniram pessoalmente em agosto de 2025, no Alasca. Este encontro foi o primeiro desde o início da guerra na Ucrânia, com as discussões focadas em um possível cessar-fogo e temas relacionados à segurança internacional e cooperação econômica.
A carta de Putin termina com votos de saúde e sucesso a Trump e sua família, além de felicitações a todos os cidadãos americanos, desejando-lhes felicidade e prosperidade.

