Empresário é encontrado morto após enviar áudios durante sequestro em Pernambuco

Edvaldo Souza Salviano, de 41 anos, enviou mensagens de áudio enquanto estava sequestrado. Ele e seu irmão.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

O caso do empresário Edvaldo Souza Salviano, de 41 anos, ganhou destaque após ele enviar áudios para a esposa e um amigo enquanto estava dentro do porta-malas de um carro durante um sequestro no último domingo (5) em Ouricuri, no Sertão de Pernambuco. Nas gravações, que foram posteriormente divulgadas, Edvaldo relata a situação angustiante em que se encontrava, mencionando que o criminoso estava armado e pedindo para não receber ligações.

Em um dos áudios, Edvaldo afirma: "Está armado. Eu vou mandar a localização. Não me liga." Em seguida, ele informa que o sequestrador "está muito alterado" e que ele próprio estava preso dentro do porta-malas do veículo. O empresário e seu irmão, Edmilson Souza Salviano, de 49 anos, foram encontrados mortos em Exu, cidade situada a uma distância significativa de Ouricuri. Edvaldo era proprietário de um frigorífico na localidade.

Um amigo das vítimas relatou ter recebido as mensagens de Edvaldo às 11h58, informando sobre o sequestro e enviando sua localização em tempo real. Esse amigo, em conjunto com outro conhecido, tentou contatar a Polícia Militar enquanto monitoravam o rastreamento do celular de Edvaldo. Ao chegarem ao local e abrirem o veículo, encontraram Edvaldo no porta-malas e Edmilson no banco traseiro, ambos já sem vida.

A esposa de Edvaldo também acionou as autoridades após receber os áudios e imagens do carro. A polícia conseguiu prender em flagrante o suspeito identificado como Lázaro José da Silva Filho, conhecido como Novinho. A esposa de Edvaldo relatou que conhecia Lázaro há aproximadamente 15 anos, desde seu casamento, e afirmou não ter informações sobre a motivação do crime. Ela mencionou que Lázaro havia sofrido uma tentativa de homicídio há sete anos, o que teria mudado seu comportamento, tornando-o recluso.

Após ser interrogado, Lázaro optou por ficar em silêncio e, em audiência de custódia, alegou ter recebido um golpe na boca de um policial. Sua prisão foi convertida em preventiva. Os exames realizados pelo Instituto de Criminalística indicaram que Edvaldo apresentava uma perfuração por arma de fogo, enquanto o corpo de Edmilson não tinha marcas de projétil. Um policial informou que, segundo os peritos, Edmilson apresentava sinais de infarto, sendo sua morte registrada como a esclarecer.

Ouça os áudios abaixo:

PUBLICIDADE

Relacionadas: