TCU pode investigar rombo nas contas do governo Lula em ano eleitoral

O Ministério Público pediu ao TCU que avalie o impacto das eleições de 2026 no aumento do.
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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou que o TCU investigue a possível influência da proximidade das eleições deste ano no aumento do rombo nas contas do governo Lula (PT). O pedido foi feito após a constatação de uma piora significativa nas contas públicas nos primeiros meses de 2026.

A representação, assinada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, revela que o governo central registrou um déficit primário de R$ 44,385 bilhões entre janeiro e maio de 2026. Em contraste, no mesmo período do ano anterior, as contas apresentavam um superávit de R$ 32,94 bilhões.

Somente em maio deste ano, o rombo nas contas públicas atingiu R$ 53,257 bilhões, o pior resultado para esse mês desde 2020. Na avaliação do subprocurador, embora fatores como a antecipação de precatórios possam ter contribuído para essa deterioração, isso não diminui a gravidade do desequilíbrio observado nem a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa.

O documento apresenta dados que indicam que as despesas do governo estão crescendo em um ritmo superior ao das receitas, sendo que uma parte significativa desse aumento se refere a gastos obrigatórios, que apresentam menos possibilidade de corte. Furtado ressalta que essa situação reflete uma reversão rápida de superávit para déficit, o que demanda um acompanhamento atento por parte das instituições responsáveis.

Um déficit primário ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada, excluindo os juros da dívida pública. Esse cálculo abrange as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central (BC) e da Previdência Social, que compõem o chamado "governo central".

Furtado também alertou que o desequilíbrio fiscal não se trata apenas de um problema contábil, pois suas consequências impactam diretamente a população. Déficits sucessivos aumentam a dívida pública e fomentam a inflação, o que prejudica o poder de compra dos salários e afeta principalmente os cidadãos de menor renda.

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