O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu cancelar a Sessão do Congresso Nacional que estava agendada para o dia 9 de julho. A justificativa para a suspensão foi a falta de acordo entre os líderes da Câmara e do Senado sobre os vetos que precisavam ser analisados. Alcolumbre destacou que não houve desentendimentos diretos entre os parlamentares e o governo, mas sim divergências entre as lideranças, mesmo dentro do mesmo partido, em diferentes Casas.
Em sua fala durante a sessão plenária, Alcolumbre mencionou que ele e a liderança do governo participaram de duas reuniões no mesmo dia para discutir as solicitações da Câmara. No entanto, ele ressaltou que não faria sentido realizar a sessão sem um entendimento prévio, pois isso poderia resultar na ausência de quórum necessário para o início dos trabalhos, o que seria constrangedor para ele.
O presidente do Senado expressou a intenção de realizar a sessão antes do recesso parlamentar, que terá início no dia 18 de julho. Essa não é a primeira vez que a falta de consenso leva ao cancelamento de uma Sessão do Congresso. Em 18 de junho, Alcolumbre já havia suspendido uma reunião por motivos semelhantes, prometendo convocar uma nova sessão em 15 dias, independentemente da situação.
Coincidência ou não, o cancelamento desta quarta-feira ocorreu algumas horas após a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teve como alvo Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, no contexto do caso Master. Essa operação pode ter contribuído para a instabilidade entre as lideranças.
A sessão, que estava prevista para analisar diversos vetos presidenciais pendentes, também contemplaria projetos de lei nos quais o Executivo solicita autorização do Congresso para destinar créditos adicionais a órgãos públicos dentro do Orçamento de 2026. Entre os itens aguardando análise, estão seis projetos de lei do Congresso (PLN), além dos vetos do presidente Lula, que incluem a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) e a Lei Antifacção.

