As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que, na madrugada de quinta-feira, 9, conduziram ataques contra aproximadamente 90 estruturas militares no Irã. Esta operação ocorreu na quarta-feira, dia 8, e tem como objetivo diminuir a capacidade do Irã de agir contra navios comerciais e marinheiros civis que transitam pelo Estreito de Ormuz.
Conforme comunicado do Comando Central dos EUA (Centcom), a recente série de ataques focou em alvos estratégicos, incluindo sistemas de defesa aérea, equipamentos de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, instalações navais e infraestrutura logística militar ao longo da costa iraniana.
O Centcom destacou que os ataques foram autorizados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que, pela legislação americana, é o comandante-em-chefe das Forças Armadas do país. Esta ação se soma a uma série de operações militares contra o Irã que já haviam ocorrido no dia anterior, quando 80 alvos militares foram atacados, com mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica sendo atingidas.
A Guarda Revolucionária Islâmica é o braço armado que sustenta a teocracia muçulmana xiita que governa o Irã desde 1979 e tem sido um alvo frequente das operações militares americanas na região do Oriente Médio.
Durante uma reunião da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte em Ancara, na Turquia, Donald Trump expressou descontentamento com as negociações de paz com o Irã, afirmando que negociar com os líderes iranianos é uma "perda de tempo". Ele descreveu os líderes do Irã como "pessoas más e doentes", além de caracterizá-los como "jogadores sujos".

