Em 9 de julho de 2026, às 14h15, Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), comunicou que a decisão sobre a investigação comercial que envolve o Brasil será anunciada em breve. Durante uma entrevista à emissora Fox Business, Greer destacou que, embora as negociações estejam em andamento, ainda há uma considerável diferença de entendimento entre os dois países.
Greer afirmou que as conversas com representantes brasileiros têm sido frequentes, mas reconheceu que as partes ainda estão distantes de um acordo. "Estamos tentando negociar, mas acho que ainda há uma grande distância entre nós. Vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve", declarou o representante.
A declaração de Greer ocorre a poucos dias do término do prazo legal para a conclusão do processo, que se encerra em 15 de julho. Até essa data, o governo dos Estados Unidos deve decidir se irá implementar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Essa medida foi sugerida após a conclusão de uma investigação iniciada em julho de 2025, que apontou práticas comerciais do Brasil como desleais.
Após a investigação, o USTR realizou audiências públicas com representantes do setor produtivo e da sociedade civil, antes de encaminhar suas recomendações finais ao presidente Donald Trump, que terá a decisão final sobre a eventual aplicação das tarifas.
Além da proposta de tarifa de 25%, o governo dos Estados Unidos também está analisando outra investigação de caráter global, que visa combater o trabalho forçado. Nesse contexto, existe a possibilidade de uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos de países que não implementam medidas adequadas para restringir a importação de mercadorias produzidas em condições análogas à escravidão, e o Brasil está entre os países avaliados.
As dificuldades nas negociações foram reconhecidas por ambas as partes. Integrantes do governo brasileiro afirmam que os Estados Unidos não esclareceram quais medidas esperam do Brasil para que as negociações avancem. Por sua vez, representantes americanos consideram que a proposta brasileira não tem sido suficientemente ambiciosa em comparação com as tratativas realizadas com outros parceiros comerciais.

