Venezuela solicita ajuda de Charles III para liberar reservas de ouro em Londres

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um apelo ao rei Charles III para liberar US$.
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma solicitação ao rei Charles III, pedindo a liberação das reservas de ouro do país que estão bloqueadas no Banco da Inglaterra. O objetivo é utilizar os recursos, avaliados em aproximadamente US$ 1,9 bilhão (R$ 9,7 bilhões), para financiar a assistência às vítimas dos terremotos que devastaram a nação em 24 de junho. Rodríguez destacou que "esse ouro é do nosso povo" e deve ser empregado na reconstrução após a catástrofe.

As reservas de ouro permanecem inacessíveis devido à decisão da Justiça britânica, que negou ao governo de Nicolás Maduro o controle sobre esses ativos. Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina após a prisão de Maduro, que ocorreu em 3 de janeiro, durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em Caracas.

Além do pedido de liberação do ouro, Delcy também conversou com Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a fim de solicitar acesso aos recursos da Venezuela que estão no organismo internacional. O país possui 3,57 bilhões de direitos especiais de saque (DES), que correspondem a cerca de US$ 5,1 bilhões (R$ 26,2 bilhões), mas esses valores continuam indisponíveis, uma vez que o governo Maduro não é reconhecido internacionalmente.

O chanceler venezuelano, Yván Gil, também se manifestou em favor da liberação dos recursos que estão congelados no exterior. Os terremotos, que tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram em um intervalo de apenas 39 segundos, afetando severamente não só Caracas, mas principalmente o Estado costeiro de La Guaira. O governo venezuelano reportou 3.811 mortes e 16.740 feridos em decorrência dos tremores.

Em resposta à situação, na quarta-feira, 8, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um apelo para arrecadar US$ 296 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) voltados para operações de ajuda humanitária que ocorrerão nos próximos seis meses. O coordenador de ajuda de emergência da ONU, Tom Fletcher, ressaltou que o plano visa atender 1,3 milhão de pessoas afetadas.

Além disso, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que aproximadamente 234 mil crianças necessitarão de assistência. Até o momento, o governo da Venezuela não divulgou um número oficial sobre desaparecidos, embora organizações da sociedade civil estimem cerca de 30 mil desaparecidos, enquanto a ONU considera que esse número pode chegar a até 50 mil.

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