Durante a semifinal da Copa do Mundo entre França e Marrocos, realizada no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos, o narrador Everaldo Marques manifestou sua preocupação com o calor extremo. Na partida, que ocorreu na tarde de quinta-feira, 9 de julho de 2026, a temperatura chegou a 32 graus, levando o profissional a questionar as condições de trabalho oferecidas pela Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa).
Logo no início da transmissão, Marques destacou que as exigências de infraestrutura e conforto nos eventos da Fifa são mais rigorosas quando a Copa do Mundo acontece em países como Brasil e África do Sul. Ele afirmou que a falta de cobertura nas áreas de transmissão do estádio deixou os comentaristas expostos às intempéries, situação que, segundo ele, poderia ser evitada com uma melhor estrutura.
"Está um calor daqueles. Quando a Copa do Mundo é na África do Sul, é no Brasil, eles fazem uma série de exigências para que tudo tenha as melhores condições. Devia valer para cá também", enfatizou o narrador, evidenciando a discrepância entre os padrões exigidos em diferentes edições do torneio.
Marques ainda ressaltou que a equipe de transmissão e outros profissionais de diversas emissoras estavam enfrentando as mesmas condições adversas, sem qualquer proteção. "Estamos todos fritando aqui. Nós e os companheiros de todas as televisões do mundo", comentou, reforçando a necessidade de uma abordagem mais consistente por parte da Fifa.
A crítica de Everaldo Marques destaca um ponto importante sobre as condições de trabalho dos profissionais envolvidos na cobertura de grandes eventos esportivos. Ele concluiu sua queixa afirmando que, ao contrário do que ocorre em outras edições, neste evento em 2026 as exigências da Fifa não foram implementadas, deixando os trabalhadores vulneráveis ao calor intenso enquanto realizam sua função.

