A Medida Provisória nº 1.343/2026, que pode perder a validade em 16 de julho, está no centro das discussões de lideranças de caminhoneiros autônomos, que consideram a possibilidade de uma paralisação nacional. A pressão sobre o Senado para que a proposta seja votada na próxima terça-feira (14) tem aumentado, e assembleias estão sendo convocadas para os próximos dias, com a possibilidade de iniciar o movimento já na segunda-feira (13), caso o texto não seja incluído na pauta.
O relator da proposta na Câmara, o deputado federal Zé Trovão, fez um apelo para que os senadores aprovem a MP sem alterações. Zé Trovão, que se recupera de uma cirurgia para a retirada de um tumor na garganta, tem acompanhado de perto a tramitação da matéria e enfatizou a importância da aprovação para os caminhoneiros brasileiros. Ele destacou que a medida foi elaborada com a participação de profissionais que enfrentam os desafios do transporte de cargas no país.
Em suas declarações, Zé Trovão ressaltou que a perda da validade da MP significaria um desperdício de meses de negociações entre caminhoneiros, transportadores, cooperativas e o governo. Ele enfatizou que a questão vai além de uma simples legislação, representando a valorização daqueles que trabalham e a promoção de uma concorrência justa, além de oferecer maior segurança jurídica para a cadeia do transporte rodoviário de cargas.
As cobranças por parte das lideranças da categoria também se intensificaram em relação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A MP traz diversas mudanças, como a redução do valor da multa por descumprimento do piso, que passou de R$ 10 milhões para R$ 1 milhão, e a flexibilização dos critérios para suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC).
Além disso, o relatório inclui anistia para multas aplicadas a caminhoneiros e transportadores que participaram de bloqueios de rodovias em 2022. Contudo, alguns trechos foram excluídos durante a tramitação, como os incentivos fiscais para a contratação de transportadores autônomos, que foram retirados a pedido do governo, sob a justificativa de impacto nas contas públicas.
Caso a votação da MP não ocorra até 16 de julho, ela perderá a validade, encerrando sua tramitação no Congresso Nacional. As lideranças dos caminhoneiros afirmam que, se isso acontecer, a discussão sobre uma paralisação nacional continuará em pauta.

