Polícia Federal realiza operação para combater fraudes em crédito consignado

A Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal, investiga um esquema que disfarçava empréstimos consignados como cartões de.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

A Polícia Federal iniciou nesta quarta-feira (15) a Operação Fugazi, com o objetivo de desmantelar um esquema fraudulento que visava operações de crédito consignado, prejudicando servidores públicos, aposentados e pensionistas. A Justiça Federal autorizou 13 mandados de busca e apreensão em três estados: São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

As investigações revelam que empresas associadas aos investigados apresentavam produtos financeiros sob a forma de cartão de crédito consignado, que, na realidade, eram empréstimos consignados com taxas de juros elevadas, dificultando a quitação da dívida. A Polícia Federal alertou que essa prática poderia levar ao aumento constante do saldo devedor dos clientes.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens móveis e imóveis, visando resguardar recursos que possam estar atrelados ao esquema fraudulento. A investigação está centrada em possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro, podendo haver outros delitos identificados durante as apurações.

Os objetivos das medidas cautelares incluem a coleta de novas evidências, o rastreamento da movimentação financeira e a identificação da participação de cada investigado. A operação destaca a utilização de contratos de cartão de crédito consignado para camuflar operações que, na prática, configuravam-se como empréstimos consignados.

Esse modelo de operação permitia a cobrança de juros mais altos e dificultava o pagamento das dívidas pelos consumidores, afetando especialmente aposentados, pensionistas e servidores públicos.

Dentre os alvos da operação está o empresário Marcolino Medeiros Junior, que está sendo investigado em Porto Alegre. A empresa dele, Cartos Serviço de Crédito Direto, é associada à Capital Consig, uma das principais empresas envolvidas na Operação Fugazi. A Cartos também é citada em outra investigação da Polícia Federal sobre a suposta fabricação de créditos para o Banco Master.

PUBLICIDADE

Relacionadas: