O governo chileno anunciou a declaração de emergência preventiva em dez regiões, abrangendo desde Atacama até Los Ríos, em resposta à previsão de chuvas intensas, ventos fortes e neve para os próximos dias. Essa ação, que estará em vigor entre 13 e 21 de julho, tem como objetivo coordenar a mobilização de órgãos públicos para mitigar os riscos à população.
O presidente José Antonio Kast está à frente das iniciativas de prevenção, realizando reuniões com autoridades locais e inspecionando áreas suscetíveis a transbordamentos e inundações. Em uma visita à Região Metropolitana de Santiago, Kast orientou os cidadãos a adotarem precauções, recomendando que evitem áreas montanhosas e o litoral em casos de alerta de ressacas, além de incentivá-los a colaborar na limpeza de cursos d'água nas proximidades de suas residências e a ajudar aqueles que se encontram isolados. "Nada mais importante do que o autocuidado", ressaltou.
O Ministério do Interior do Chile informou que o governo intensificou o monitoramento do sistema frontal por meio do Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres. Atualizações sobre a evolução do fenômeno climático em cada região serão divulgadas conforme a necessidade.
Essa operação está integrada ao Plano Inverno 2026, que destina um investimento de US$ 468 milhões a ações preventivas, incluindo a conservação de estradas, limpeza de rios e galerias pluviais, remoção de neve e monitoramento da infraestrutura. O plano mobiliza cerca de 2 mil servidores e reforça as operações das concessionárias de rodovias e de saneamento.
Duas semanas antes da declaração de emergência, a Direção Meteorológica do Chile havia alertado que os efeitos do fenômeno climático El Niño poderiam resultar em um trimestre mais chuvoso no país. A expectativa é que as medidas adotadas contribuam para a segurança e bem-estar da população durante este período crítico.

