Os Estados Unidos prosseguem com sua ofensiva contra o Irã, atingindo alvos militares por cinco noites consecutivas. Na última quinta-feira, 16, o Comando Central dos EUA anunciou a realização de novos ataques direcionados a instalações iranianas que representam ameaças ao Estreito de Ormuz.
Em meio a essa escalada, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, reiterou sua oposição a quaisquer acordos que não tragam benefícios claros para o país. A postura do parlamentar reflete a tensão crescente na região, à medida que os ataques norte-americanos se intensificam e novas sanções são implementadas.
Conforme informações do Wall Street Journal, o presidente Donald Trump está considerando ampliar a campanha militar contra o Irã. As opções em análise incluem ataques aéreos em maior escala, operações terrestres nas proximidades do Estreito de Ormuz e bombardeios direcionados a alvos associados ao programa nuclear iraniano.
Em paralelo, o governo dos Estados Unidos anunciou um novo conjunto de sanções relacionadas aos programas de proliferação nuclear do Irã e da Rússia, com o objetivo de interromper redes que são vistas como ameaças à segurança nacional americana, segundo o Departamento do Tesouro.
A imprensa estatal iraniana noticiou que os ataques dos EUA atingiram a cidade portuária de Bandar Abbas, localizada no sul do país e nas proximidades do Estreito de Ormuz. Relatos indicam que pelo menos três explosões foram registradas na área, intensificando a preocupação com a escalada do conflito.
Além disso, as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram sobre a morte de Nihad Riyad Abd al-Rahim Arouq, um comandante do Batalhão Shati do grupo terrorista Hamas, durante um ataque aéreo. Arouq era considerado uma ameaça significativa, tendo participado da invasão a Israel em 7 de outubro de 2023 e envolvido no treinamento de novos integrantes do Hamas para ataques contra Israel.

